
Stanley Jones no seu livro, Jesus é o Senhor, diz que nunca poderemos
ser imortais num mundo mortal. Mais cedo ou mais tarde o corpo se
desfaz, e Deus dá um outro corpo. A morte para o cristão significa
apenas uma anestesia enquanto troca de corpo. Deus nos lança de um corpo
já desgastado para um corpo imortal, de modo que o cristão não precisa
temer a morte.
Paulo tinha uma convicção muito forte acerca da vida eterna com Cristo e
por isso podia dizer:
“Porque para mim o
viver é Cristo, e o morrer é lucro.
Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho, não
sei então o que hei de escolher.
Mas de ambos os lados estou constrangido, tendo desejo de partir e estar
com Cristo, o que incomparavelmente melhor.”
(Filipenses 1. 21-23)
Paulo sabia do que estava falando pois tinha passado por uma experiência sobrenatural que é descrita em II Corínitos 12. 1-4. Alí ele fala de sua experiência pessoal na terceira pessoa. Nesta experiência conta que fora arrebatado ao paraíso e alí vira coisas que não é lícito ao homem referir. Aqueles poucos momentos no paraíso colocaram um gostinho de céu na sua boca que jamais poderia esquecer.
A mensagem central do evangelho é o triunfo da ressurreição sobre a morte. A morte não é o fim. O dom da vida eterna que nos foi confiado através da pessoa bendita do Senhor Jesus prevalece para sempre. O Reino Eterno de nosso Senhor Jesus Cristo triunfará, o caos inevitavelmente, no tempo determinado, entrará para o cosmos de Deus, a Igreja se assentará na mesa do banquete messiânico para desfrutar das bodas do Cordeiro. Nada pode reverter este processo, nada pode deter o kairós de Deus, nda pode nos separar do amor de Deus, afirma o apóstolo na sua epístola aos Romanos: “... nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8. 38-39)
A vida cristã está baseada numa fé firme e inabalável que produz um eterno peso de glória. Apesar das lutas, limitações e problemas podemos ter esperança. “As aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” Uma esperança atrevida que despreza a morte e o sofrimento e busca contemplar pela fé o prêmio da soberana vocação que está Cristo Jesus, o Filho de Deus.
Esta foi a fé que acompanhou os primeiros cristãos nas arenas de Roma.
“Homens dos´ quais o mundo não era digno”, descreve o autor de
Hebreus. Mesmo diante da terrível perseguição e da morte eminente, não
retrocederam, pois sabiam em quem tinham crido e de que Ele era poderoso
para guardar o seu tesouro até o dia final. Sentiam-se privilegiados de
sofrer por causa do nome de Cristo. Peregrinos neste mundo, imigrantes
sem pátria, mas cidadãos no Reino dos Céus.
Quem tem Jesus não morre, afirma de maneira clara e
inequívoca João 3. 16. “Deus enviou o seu filho ao mundo para que
todo o que nele crê não morra, mas tenha a vida eterna.” O crente
que recebe a Jesus como seu Senhor e Salvador tem a convicção dada pelo
Espírito Santo: Não morrerei!
O núcleo da mensagem apostólica era a ressurreição: “Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” (Atos 4.33) Esta é a marca que difere o cristianismo das demais religiões. Cremos num Cristo vivo e ressurreto que venceu a morte. Jesus é o primeiro a resssurgir dentre os mortos. A primícia dentre os que dormem. A morte, já não mata mais, pois foi tragada pela vitória de Jesus.
