As parábolas eram uma
linguagem figurada que Jesus usava para ilustrar seus ensinos,
especialmente sobre o reino dos céus. Os ensinos de Jesus, através das
parábolas provocavam profunda admiração aos seus ouvintes, que
reconheciam a autoridade naquilo que proferia. E, como diz o evangelista
Mateus, Jesus falava “às multidões por parábolas e sem parábolas nada
lhes dizia; para que se cumprisse o que foi dito por intermédio do
profeta: abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas
desde a criação do mundo”
(Mateus 13.35).
Na verdade todas as parábolas de Jesus contém ensinos profundos sobre verdades eternas. É difícil destacar a mais importante pois todas são de profunda relevância para a nossa vida espiritual.
O mestre conclui o Sermão do Monte que é considerado como o conjunto étnico absoluto do reino de Deus, no que diz respeito ao nosso relacionamento com Deus, com o próximo e conosco mesmo, como uma parábola.
Jesus se expressa desta maneira porque não queria que suas palavras se perdessem com o vento, ou como se diz na linguagem popular, “entrassem por um ouvido e saissem pelo outro”.
Muitas pessoas admiraram e ainda admiram as belas palavras do Sermão da Montanha, mas infelizmente são poucos os que os põe em prática. Na verdade, esta era a preocupação de Jesus, por isso conclui os ensinos com a parábola da edificação de duas casas. Uma construida sobre a rocha a outra sobre a areia (Mateus 7. 24-27). O que ouve a parábola e a pratica é semelhante ao homem que construiu sua casa sobre a rocha e ela resistiu a toda a adversidade; mas, o que ouve a palavra e não pratica é semelhante ao que construiu sua casa sobre a areia, e em vindo a tempestade caiu e grande foi a sua ruína.
Jesus tinha autoridade quando falava porque a Sua palavra vinha de Deus e não eram meras palavras de sabedoria humana, mas palavras confirmadas por sinais e milagres do poder de Deus.
O evangelho nos diz (Mateus 11. 2-6) que quando João Batista estava no cárcere mandou seus discípulos perguntarem a Jesus se era ele o Messias, ou se havia outro, e, Jesus lhes disse: “Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho.” (Mateus 11. 4-5)
O apóstolo Tiago nos fala da importância da prática da palavra, ao nos dizer: “Tornai-vos pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos...” e conclui dizendo: “...mas aquele que considera atentamente na lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tiago 1. 22-25)
Hoje a Palavra de Deus chega a nós de muitas maneiras, especialmente por causa dos modernos meios de comunicação, mas como reagimos à Palavra? Somos ouvintes neligentes, ou operosos praticantes?
Jesus disse: “Se alguém me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará e viremos para ele e faremos nele morada. Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou” (João 14. 23-24).
Porque eram palavras de vida eterna.
O evangelista João nos diz o capítulo 6 do seu evangelho, que após a controvérsia com os judeus sobre “o pão que desceu do céu”, alguns discípulos de Jesus se escandalizaram e o abandonaram. Então, Jesus perguntou aos discípulos que ficaram: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Porém, Pedro respondeu: Senhor, para quem iremos nós? Tú tens palavra de vida eterna e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus.” ( João 6. 66-69).
Falando ainda sobre a sua missão, Jesus nos diz claramente: “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5. 24).
A vontade do Pai é que não sejamos meros ouvintes, mas operosos praticantes da Palavra para que tenhamos vida e vida eterna e que jamais edifiquemos nossa casa espiritual sobre a areia, e sim, sobre a Rocha Eterna, Jesus, para que em vindo a tempestade permaneçamos firmes. Oro a Deus para que a Palavra do Senhor seja vida para nós e vida eterna e que não sejamos meros ouvintes, mas operosos praticantes da Palavra! De todo o coração,
Bispo Richard
