"Então,
Agrippa se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer
cristão" (Atos 26:28).
E muitos há que vão assim tão longe! Desde que a religião Cristã está,
no mundo, tem havido muitos, de todas as épocas e nações, que foram
quase persuadidos a serem cristãos. Mas, visto que não traz proveito
algum diante de Deus, ir apenas até aí, é de grande importância
considerarmos o que significa ser um cristão completo.
1. Primeiro, está implícito a honestidade pagã. Ninguém, eu suponho,
irá fazer alguma pergunta sobre isso; especialmente, porque, por
honestidade pagã, eu quero dizer, não apenas o que está recomendado,
nos escritos dos seus filósofos, mas aquilo que os pagãos comuns
esperam uns dos outros, e muitos deles, atualmente, praticam. Através
da honestidade pagã, eles foram ensinados que não deveriam ser
injustos; levando embora os bens de seu próximo, tanto roubando como
furtando; que não deveriam oprimir o pobre, usando de extorsão, em
direção a qualquer um; que não deveriam ludibriar, ou fraudar, o pobre
ou o rico, em qualquer que seja o comércio, que tiveram; defraudando
de homem algum seu direito; e, se possível, não tendo dívidas para com
algum deles.
2. Novamente: Os pagãos comuns tinham consideração com a verdade e com
a justiça, mantendo, na abominação, os que estavam em perjuro, e que
chamaram a Deus para testemunhar uma mentira; assim como o caluniador
do próximo, que falsamente acusou algum homem; atribuindo aos
mentirosos voluntariosos, de qualquer espécie, a desgraça da raça
humana, e as pestes da sociedade.
3. E, ainda: Existia uma forma de amor e assistência, que eles
esperavam uns dos outros, sem preconceito, e que se estenderam, não
apenas, àqueles pequenos préstimos de benevolência, que são executados,
sem qualquer despesa ou trabalho, mas, igualmente, para alimentar o
faminto, se eles tivessem comida de sobra; vestir o desnudo, com suas
próprias vestimentas supérfluas; e, em geral, dando, a qualquer que
necessitasse, aquilo que eles não necessitaram para si mesmos. Assim
sendo, resumidamente, a honestidade pagã veio a ser; a primeira
condição que implica em se ser quase um cristão.
4. Uma Segunda coisa implícita, é ter uma forma de santidade; aquela
santidade que é prescrita no Evangelho de Cristo; e que tem a
aparência de um cristão verdadeiro. Mesmo porque, o quase cristão não
faz aquilo que o Evangelho proíbe. Ele não toma o nome de Deus em vão;
ele abençoa, e não amaldiçoa; ele não jura, afinal, mas sua
comunicação é, sim, sim; não, não. Ele não profana o dia do Senhor,
não suporta que ele seja profanado, mesmo por estranhos que estejam em
suas reuniões. Ele não apenas evita todo adultério efetivo, fornicação,
e impurezas, mas todas as palavras, olhares, que, direta ou
indiretamente, tende a isso; e mais ainda, toda palavra vã, abstendo-se
tanto da difamação, quanto da maledicência, fofoca, e de toda "conversa
tola e sarcástica"; uma espécie de virtude, nos preceitos moralistas
pagãos; resumidamente, de toda a conversa que não é "boa para o uso da
edificação" e que, conseqüentemente, "aflige o Espírito Santo de Deus,
por meio do qual, nós fomos lacrados para o dia da redenção".
5. Ele se abstém de "vinho, em excesso", de farra e comilança. Ele
evita, o quanto pode, de se colocar, em todo tipo de discussão e
contenda, continuamente, esforçando-se para viver, pacificamente, com
todos os homens. E, se ele sofre algum dano, ele não se vinga, nem
paga o mal com o mal. Ele não diz insultos, não é briguento, e nem
escarnecedor, seja nas faltas ou nas fraquezas de seu próximo. Ele, de
boa-vontade, não erra, machuca, ou aflige qualquer homem;
perda de seus amigos, seu ganho, ou sua reputação, deveria, igualmente,
fazer sempre o bem, usando de todos os meios da graça. Ainda assim,
mesmo não praticando o mal e fazendo sempre o bem, não é possível
assegurar que esse homem é mesmo quase um cristão, porque, se ele não
tiver princípio melhor, em seu coração, ele será apenas um hipócrita!
mas, em todas as coisas, age e fala por aquela regra clara: "não faze
ao outro, o que não queres que façam a ti".
6. E em fazendo o bem, ele não se limita aos préstimos baratos e
fáceis da benevolência, mas trabalha e sofre, para o proveito de
muitos, para que, por todos meios, ele possa ajudar a alguém. A
despeito da luta ou da dor, "o que quer que suas mãos encontrem o que
fazer, ele faz, com toda sua força", não importa, se para amigos ou
para inimigos, para o mal ou para o bom. Porque, não sendo "indolente",
nisso, ou em suas "tarefas", quando ele "tem oportunidade", ele faz o
"bem"; todas as formas de bem, "a todos os homens", para suas almas,
tanto quanto para seus corpos. Ele reprova o mal, instrui o ignorante,
fortalece o irresoluto, estimula o bom, e conforta o aflito. Ele
trabalha para acordar aqueles que dormem; para conduzir, aqueles que
Deus já tem acordado, para a "fonte aberta para o pecado e para a
impureza", para que possam lavar-se, nela, e tornar-se limpos; e para
encorajar aqueles que são salvos, através da fé, a adornar o Evangelho
de Cristo em todas as coisas.
7. Ele que tem a aparência da santidade, usa também os meios da graça;
sim, todos eles, e em todas as oportunidades. Ele, constantemente,
freqüenta a casa de Deus; e isto, não da maneira como alguns fazem,
que vêm, à presença do Mais Alto, carregado com ouro e vestuário caro,
ou, com toda a vaidade ostentosa, no se vestir; bem como, por suas
cortesias inoportunas, uns para com os outros, ou pela alegria
impertinente de seu comportamento, repudiando todas as pretensões
infantis que ele forme, tanto quanto, para o poder da religiosidade
deles. Haveria para Deus, ninguém, entre nós, que não tenha caído na
mesma condenação? Que tenha entrado, nessa casa, e que, tenha olhado
em volta, com todos os sinais da mais apática e descuidada indiferença,
embora, algumas vezes, possa parecer usar a oração a Deus, para suas
bênçãos, naquilo que esperam; que, durante todo o serviço maravilhoso,
estão dormindo, ou reclinados, na postura mais conveniente para isso;
ou, quando supõe que Deus esteja dormindo, falando uns com os outros,
ou espiando ao redor, como, extremamente, isentos de qualquer ocupação?
Nem esses podem ser acusados de aparência de santidade. Não! Aquele
que tem mesmo isso se comporta, com seriedade e atenção, em todas as
partes do serviço solene. Mais, especialmente, quando ele vem à mesa
do Senhor, não é com um comportamento leviano e descuidado, mas com a
aparência, gestos, e conduta, que falam nada mais do que "Deus, seja
misericordioso comigo, que sou um pecador!".
8. Para isso, se acrescentarmos o uso constante da oração familiar,
por aqueles que são os chefes das famílias, e reservando um tempo,
para os endereçamentos privados a Deus, com uma seriedade diária de
comportamento; ele que, uniformemente, pratica essa religião exterior,
tem a aparência de santidade. Necessitando de apenas uma coisa, com o
objetivo de se ser quase cristão, a sinceridade.
9. Por sinceridade, eu quero dizer, um princípio religioso real, e
interno, de onde, essas ações exteriores fluem. E, realmente, se nós
não temos isso, nós não temos a honestidade pagã; não, nem tanto dela,
como para responder a discussão do poeta epicurista (dado aos prazeres
da vida). Mesmo esse pobre patife, em seus intervalos de sobriedade, é
capaz de testificar que:
Os homens de bem evitam o pecado de amar a probidade;
Os homens perniciosos, o pecado do medo da punição.
Assim sendo, se algum homem deixa de praticar o mal, para evitar a
punição, a
10. Sinceridade, por conseguinte, está, necessariamente, comprometida,
em se ser quase um cristão; o objetivo real de servir a Deus, um
desejo ardente de fazer a Sua vontade. Necessariamente, implica, que
um homem tem uma idéia sincera de agradar a Deus, em todas as coisas;
em todas as suas conversas; em todas as suas ações; em tudo que ele
faz; ou deixa sem fazer. Esse objetivo, se algum homem for quase um
cristão, segue através de todo o teor de sua vida. Esse é o princípio
propulsor, em fazer o bem, e abster-se do mal, e usando as ordenanças
de Deus.
11. Mas aqui, deverá, provavelmente, ser inquirido, "É possível que
algum homem possa chegar, tão longe, e, não obstante, ser alguém quase
cristão? Quanto mais é necessário para que ele seja um completo
cristão?". Em primeiro lugar, eu respondo que alguém pode ir, até mais
longe, e ainda assim, ser apenas um quase cristão.
12. Irmãos, grande é "minha audácia, com respeito a vocês, nesse
interesse". E "perdoem-me esse erro", se eu declaro minha insensatez
no que anuncio publicamente, para por causa de vocês e do Evangelho.
Sujeito-me, então, a falar, livremente de mim mesmo, exatamente como
de outro homem. Eu estou contente em ser humilhado, para que vocês
sejam exaltados, e para ainda mais desprezível para a glória do meu
Senhor.
13. Eu tenho ido assim, tão longe, por muitos anos, como muitos desses
lugares podem testificar; usando diligência para evitar todo o mal, e
ter uma consciência isenta de ofensa; resgatando o tempo; e, em toda
oportunidade, fazendo todo o bem a todos os homens; constantemente e
cuidadosamente, usando todos os meios públicos e todos os meios
privados da graça; esforçando-me, na busca de uma sinceridade firme de
comportamento, todo o tempo, e em todos os lugares; e, Deus é meu
testemunho, diante de quem eu permaneço, fazendo tudo isso, com
sinceridade; tendo um desígnio real de servir a Deus; um desejo
ardente de fazer todas as suas vontades; para agradar a Ele que tem me
chamado para "lutar uma boa luta", e para "assegurar a vida eterna".
Ainda assim, minha própria consciência testemunha, no Espírito Santo,
que todo esse tempo, eu tenho sido, a não ser um quase cristão.
Se for inquirido: "O que mais é necessário, além disso, para que se
seja um cristão completo?". Eu repondo:
(1) O amor a Deus.
Porque assim diz sua palavra: "Você irá amar o Senhor seu Deus, com
todo seu coração, com toda sua alma, com toda sua mente, e com toda
sua força". Tal amor é esse, como que se apoderando de todo o coração;
como acolhendo todas as afecções; como preenchendo a capacidade total
da alma, e empregando a mais extrema extensão de todas as suas
faculdades. Ele que assim ama o Senhor seu Deus, seu espírito,
continuamente, "regozija-se em seu Deus Salvador". Seu deleite está no
Senhor; seu Senhor e seu Tudo, a quem "em tudo dá graças. Todo seu
desejo está no Senhor, e para a lembrança do seu nome". Seu coração
está sempre clamando: "Quem mais eu tenho no céu, a não ser a ti? E
não há ninguém sobre a terra que eu deseje além de ti". Realmente, o
que mais ele deve desejar além de Deus? Não o mundo, ou as coisas do
mundo: Porque ele está "crucificado para o mundo, e o mundo
crucificado nele". Ele está crucificado para "o desejo da carne, o
desejo do olho, e o orgulho da vida". Sim, ele está morto para o
orgulho de toda a sorte: Porque "o amor não se ensoberbece"; mas "ele
que habita no amor, habita em Deus, e Deus nele", é menos do que nada,
para seus próprios olhos.
(2) O amor ao próximo.
Para isso diz nosso Senhor, nas seguintes palavras:
"deves
amar o teu próximo, como a ti mesmo". Se algum homem perguntar: "Quem
é o meu próximo?" Nós respondemos: todos os homens do mundo; todos os
filhos Dele que é o Pai de todos os espíritos de toda a carne. Nem nós
podemos excluir nossos inimigos, ou os inimigos de Deus e suas
próprias almas. Mas todo cristão ama esses também, como a si mesmo.
Sim! "Como Cristo nos amou!". Ele que gostaria de entender, mais
completamente, que espécie de amor é esse, podemos considerar a
descrição de Paulo, sobre ele: "O amor é paciente e benigno". "O amor
não arde em ciúmes ou inveja, e não se ufana". "O amor não se
ensoberbece"; mas faz aquele que ama, o menor, o servo de todos. "Não
se conduz inconvenientemente"; mas torna-se "todas as coisas para
todos os homens". "Não procura o seu interesse"; mas o que é bom dos
outros, para que eles possam ser salvos. "Não se exaspera"; ele atira
fora a ira. "Não se ressente do mal. Ele não se alegra com a injustiça,
mas regozija-se na verdade. Ele protege todas as coisas; acredita em
todas as coisas; espera todas as coisas; suporta todas as coisas".
(3) Existe ainda uma coisa mais que pode ser, separadamente,
considerada; embora, ela não possa, atualmente, ser separada da
precedente, na qual está subtendido ser um cristão completo; e que é o
alicerce de todas elas, mesmo da fé. "Todo aquele", diz o amado
discípulo, "que acredita que é nascido de Deus". "Para tantos quantos
o receberam, deu o poder de se tornarem filhos de Deus; até mesmo
aqueles que acreditam em seu nome". E, "Essa é a vitória que supera o
mundo, mesmo a nossa fé". Sim, nosso Senhor declara: "aquele que
acredita no Filho, tem a vida eterna; e não é condenado, mas passa, da
morte, para a vida".
(4) Mas que homem algum iluda a sua própria alma. "Deve ser notado,
diligentemente, que a fé, a qual não conduz ao arrependimento, ao amor,
e todas as boas obras, não é aquela fé viva e justa, mas é a fé morta
e diabólica. Porque mesmo os demônios acreditam que Cristo tenha
nascido de uma virgem; que ele forjou todas as formas de milagres,
declarando a si mesmo, verdadeiramente, Deus; que, por nossa causa,
ele sofreu a maioria das dores da morte, para nos redimir da morte
eterna; que ele se ergueu, no terceiro dia; que ele ascendeu aos céus;
e senta-se, à direita, do Pai, e que, no fim dos tempos, voltará para
julgar os vivos e os mortos. Esses artigos de nossa fé, eles acreditam,
e, igualmente, em tudo que está escrito no Velho e Novo Testamento.
Mas, ainda, apesar de terem toda essa fé, ainda assim, eles não são
mais nada, do que demônios. Eles permanecem, ainda, na condição
abominável deles, necessitados da verdadeira fé cristã".
(5) A fé cristã, correta e verdadeira (para usar as palavras de nossa
própria igreja), "não é aquela que nos faz acreditar nas Escrituras
Sagradas, e nos artigos de nossa fé, como verdadeiros, mas é aquela
que, além disso, nos traz a confiança e segurança de sermos salvos da
condenação eterna, através de Cristo. Essa é a verdadeira crença e
confiança, a qual o homem tem em Deus; a de que, pelos méritos de
Cristo, seus pecados foram perdoados, que ele está reconciliado, para
o favor de Deus; a respeito de quem, ele segue, com o coração afetuoso,
para obedecer a seus mandamentos".
(6) Agora, quem quer que tenha essa fé, que "purifica o coração (pelo
poder de Deus, que habita nele), do orgulho, da ira, do desejo, de
toda iniqüidade; de toda impureza da carne e espírito"; e que o
preenche, com o amor mais forte que a morte, tanto para com Deus, como
para com toda a humanidade; amor que realiza as boas obras de Deus,
glorificando, para despender-se e consumir-se por todos os seres
humanos, e que suporta, com alegria, não apenas a repreensão de Cristo,
que o homem escarneceu, desprezou e odiou, acima de todos os homens;
mas tudo quanto a sabedoria de Deus permita à malícia dos homens, ou
dos demônios impor; quem quer que tenha essa fé, operando, assim, por
amor, não é alguém que é quase, mas alguém que é um cristão completo!
(7) Mas, quais são os testemunhos vivos dessas coisas? Eu imploro a
vocês,
irmãos, como na presença desse Deus, diante de quem "inferno e
destruição estão sem cobertura; quanto mais os corações dos filhos dos
homens"; que cada um de vocês possa perguntar a seu próprio coração: "Eu
faço parte desse número? Eu tenho praticado justiça, misericórdia,
verdade, e mesmo as regras que a honestidade pagã requer? Se for assim,
eu tenho o perfil verdadeiro de um cristão? A aparência da santidade?
Eu me abstenho do mal; de tudo o que é proibido, nas palavras escritas
de Deus? Eu realizo tudo aquilo que está ao alcance de minhas mãos,
com todas as minhas forças? Eu seriamente uso as ordenanças de Deus,
em todas as oportunidades? E, tudo isso é feito com o desígnio e
desejo mais sinceros, para agradar a Deus, em todas as coisas".
(8) Existem muitos de vocês, conscientes, de que vocês nunca chegaram
tão longe; que vocês não têm sido, nem mesmo quase cristãos; que vocês
não têm chegado ao modelo da honestidade pagã; pelo menos, não para a
aparência da santidade cristã? Muito menos, tem Deus visto sinceridade
em vocês; o objetivo real de agradá-lo, em todas as coisas! Vocês
nunca pretenderam, a esse tanto, devotar todas as suas palavras, obras,
seus trabalhos, estudos, diversões para a glória Dele. Vocês, nem
mesmo, designaram ou desejaram que o que quer que vocês façam, seja
feito "em nome do Senhor Jesus", e que, como tal, constitua-se "em um
sacrifício espiritual, aceitável para Deus, através de Cristo".
(9) Mas, supondo que vocês tenham conseguido isso... Os bons objetivos
e desejos fazem um cristão? De maneira alguma! A menos que eles sejam
trazidos para os bons efeitos. "O inferno é assoalhado", diz alguém,
"com boas intenções". A grande questão de todas, então, ainda
permanece. Tem o amor a Deus espalhado-se para fora, dos seus corações?
Vocês têm clamado alto: "Meu Deus, e meu Tudo?". Vocês desejam alguma
coisa, a não ser ele? Vocês estão felizes em Deus? Ele é a glória de
vocês, e seu deleite, sua coroa de regozijo? E esse mandamento está
escrito em seus corações, "Aquele que ama a Deus, deve amar também o
seu irmão?" E vocês amam a seu próximo, como a si mesmos? Vocês, então,
amam todos os homens, mesmo os inimigos, e os inimigos de Deus, como
as suas próprias almas? Como Cristo tem amado vocês? Sim, vocês
acreditam que Cristo os amou, e deu a si mesmo por vocês? Vocês têm fé
no sangue Dele? Acreditam que o Cordeiro de Deus tirou fora os seus
pecados, e os jogou, como uma pedra dentro das profundezas do mar? Que
ele tem apagado os manuscritos que havia contra vocês, tirando-os fora
do caminho, pregando-nos na sua cruz? Vocês têm, realmente, a redenção
através de seu sangue, mesmo a remissão de seus pecados? E seu
Espírito tem sido testemunho com o espírito de vocês de que vocês são
filhos de Deus?
(10) Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que agora se situa no
meio de nós, sabe que, se algum homem morrer, sem essa fé e esse amor,
melhor seria para ele nunca ter nascido. Acorda, então, tu que dormes,
e clama pelo teu Deus: Chama-o, enquanto Ele ainda pode ser encontrado.
Que ele não tenha descanso, até que faça "sua santidade passar diante
de ti"; até que proclame em ti o nome do Senhor: "O Senhor; O Senhor
Deus, misericordioso e gracioso, longânime, e abundante na santidade e
verdade; mantendo misericórdia, por ti; perdoando a iniqüidade, a
transgressão e o pecado". Não deixa homem algum te persuadir, por meio
de palavras vãs; a descansar um pouco daquele prêmio do teu grande
chamado. Mas clama a ele, dia e noite; àquele que, "enquanto nós
estávamos sem forças, morreu pelo descrente; até que tu saibas em quem
deves acreditar, e possas dizer: Meu Senhor, e meu Deus!" Lembra-te "sempre
de orar, e não desfalece", até que ergas as tuas mãos, para os céus, e
declares a Ele que vive para sempre e sempre, "Senhor, tu que sabes
todas as coisas, sabes que eu amo a ti!".
(11) Que possamos todos assim experimentar o que é ser, não apenas um
quase cristão, mas um cristão completo, estando justificados
gratuitamente pela Sua graça, através da redenção que está em Jesus;
sabendo que nós temos paz com Deus, por meio de Jesus Cristo,
regozijando-nos na esperança da glória de Deus; e tendo o amor de
Deus, espalhado, por todos os lados, em nossos corações, pelo Espírito
Santo, dado a nós.
